"Praga" do século

março 10, 2017


A fé no amor anda abalada e as pessoas calejadas.
Decepções, relacionamentos mal acabados ou nem começados.
Rancor, descrença, falta de empatia. Tudo contribui para esse resultado, porém o amor não é vilão, não é ele o problema. Nós, sim.
Estamos no século do “te quero, mas não deveria, então não demonstro”.
No século do antissentimentalismo.
Do desapego e do desinteresse forjado.
É o que chamo de “Praga’ do século”.
Parece forte e é.
As pessoas se esqueceram de como demonstrar o que sentem. E quando a oportunidade bate na porta fogem, e se escondem na máscara do desapego, mesmo que tudo o que queiram é entrelaçar seus dedos ao de outra e se afundarem na imensidão do apego.
Isso é triste. Digo e repito o amor ou o simples ato de demonstrar afeição ao outro não são vilões. Na verdade é a solução para essa humanidade cada vez mais solitária.
As pessoas são o problema, fogem quando o assunto é amor, mas é tudo uma farsa. Tentam controlar as borboletas que sentem no estomago, sendo que o que mais querem é as fazerem voar.
Somos exigentes demais, o amor não.
O amor é simples. Talvez possa não ser recíproco, mas se você sente, ele existe. O medo e a tentativa de se manter “frio” quando se trata em demonstrar sentimento só complicam as histórias a correm pela estrada da vida.
Se me permite um conselho.
Permita-se sentir, se apegar.
Não há restrições, mesmo quando parece impossível. Escute o que vem de dentro. Uma vez eu li em um texto “Não diga ‘não’ quando a vontade é de dizer ‘sim’ bem alto ou baixinho”.
Seja para o mundo, ou de sussurro no ouvido de alguém amado.
Precisamos amar hoje, agora.
Antes que essa tal praga do século, nos pegue e nos deixe reprimidos e solitários em nosso próprio ser.


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